terça-feira, 5 de abril de 2011

Fome (texto-reflexão)




A FOME, monstro interno que devora o estômago da criança que chora a miséria do mundo desigual,
onde o rico joga no lixo o que julga ser nada:
a ESPERANÇA do futuro de milhares de vidas, semi-mortas
pela descrença em lideres de governos falidos.
Quais sentimentos esses futuros adultos (se chegarem a ser) terão dentro de si?
Poderemos nós achar a fé em peitos apedrejados pela desigualdade socioeconômica?
Vejo a dor latente nos olhos da mãe com seu filho pele e osso, franzino pela fome que o corrói, nos olhos uma pergunta sem resposta:
Será que Deus se esconde nessa hora?
Inúmeros corações questionadores sem saber ao certo a razão da vida ser cruel para uns e “humana” para outros...
Homem-bicho é aquele que joga resto de vida no lixo!
Egoísta! Serve em seu prato bem mais do que o corpo precisa.
Dai luz à criança que chora de fome, que treme de frio, que NÃO SONHA!
A morte dos sonhos é verdadeira morte em vida, ver olhos pequeninos sem o brilho da esperança.
Acreditem: São mesmo olhos de criança!
Olhos que gritam: MUNDO EU EXISTO! Não pedi para nascer...
E clamam: dê-me o berço, o colo, o sapato, a comida, dê-me o AMOR!
Aqui no peito de HUMANA e mãe, a revolta grita de mãos atadas...
Em meus olhos uma lágrima gélida em súplica:
-Senhor dá-me motivos para ser poeta!


Anna Carvalho



1 comentários:

TERCEIRA MARGEM DO RIO UIGE disse...

Pois é..viver para comer ou comer para viver...

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