terça-feira, 10 de maio de 2011

Sem inspiração





Momento em que as letras fogem,
levam as idéias p’ra longe
a poesia perde as palavras,
quando as rimas se escondem

De tudo se quer dizer
e nenhum verso se encaixa,
triste sina a do poeta
quando perde o fio à meada

Tempo que a caneta trava,
a cor do papel perde a graça
as estrofes dançam na mesa,
a inspiração arruma as malas

As letras já ganham asas
voam p’ra longe com as palavras
o poeta fica aflito à espera
achando que a vida perdeu a graça

Mas poeta que é poeta sabe;
isso é momento que dá e passa,
a inspiração logo volta p’ro peito,
e a poesia explode em palavras!

Anna Carvalho


2 comentários:

José Manuel Brazão disse...

Anna

Não me surpreende o teu poema por duas razões:

- Todo poeta tem fases assim de "brancas" na inspiração.

- Expressaste muito bem o facto.

Beijo grande

*Simone Poesias* disse...

É amiga, tem momentos que as palavras fogem e não conseguimos colocá-las no papel.
Bonito poema!

Bjos
*Simone*

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