quarta-feira, 29 de junho de 2011

Saudade de amor é...




Saudade de amor é:
o suplicar silencioso da alma
querendo reviver na pele
momentos de paixão...


Anna Carvalho


terça-feira, 28 de junho de 2011

Além de mim




Tem vezes que fecho os olhos do corpo,
e abro os olhos da alma, assim tanto vejo!
Há um mundo todo meu além da pele,
além da carne, dos anseios, além de mim

Dentro do peito há a menina que chora baixinho
lágrimas puras aos sonhos que guardei por medo,
ela brinca de faz de conta, faz ciranda com sorrisos

No silêncio do peito ouço os soluços da menina,
ecoam ritmados ao coração que lamenta sonoro.
Tanto espaço há em meu mundo...
sou tanto dentro de mim, que às vezes perco o rumo

Há lugar para um baú de lembranças empoeirado,
quase nunca o abro - talvez seja alérgica à saudade -
ou apenas doa um pouco reviver a verdade,
enfim sei; ando indiferente ao passado por vontade...

Há a Mulher recém chegada que do coração fez sua morada,
tem na alma o desejo intenso, força que mantém a menina no eixo.
Exala como flor o perfume de seu corpo,
os instintos saltam-me aos olhos e transparecem-me ao rosto

Quando olho p’ro mundo dentro de mim, tanto vejo:
menina e mulher ambas refletidas no espelho,
e seguem nas estradas da vida, juntas a todo o momento:
-Sim, de olhos fechados, tenho um mundo dentro de mim!


Anna Carvalho




segunda-feira, 27 de junho de 2011

O amor...





O amor não se perde com o tempo,

Apenas se divide entre o silêncio e a saudade do que se viveu...

 Anna Carvalho



sexta-feira, 24 de junho de 2011

O espelho mente


Ninguém conhece ninguém,
Talvez ninguém conheça a si próprio;
seres errantes, ainda que pensantes.
Vacilantes, magoantes...

Não se conhece o outro por inteiro,
acreditar que se pode prever atitudes;
é um erro.

Loucura é confiar no que se vê ao espelho;
casca enfeitada que encobre tantos segredos...
Tenho medo!

Medo da parte de mim que ainda desconheço,
não sei quanto ela suporta calar os meus erros...
 Às vezes nada conheço!

Anna Carvalho


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ares de Borboleta



Tenho ares de borboleta,
mudo, me refaço, surpreendo...
Abro graciosamente as asas em encanto,
e logo vôo, danço leve pelo ar
borboletando pela vida
num doce bordejar

Ando em meio às flores,
segredando amores com as pétalas 
sonhando livre na floresta,
fazendo do vento a orquestra;
uma Borboleta bailarina em festa

Eu e minhas fases de borboleta;
com asas de sonho em cores serenas,
delicadezas na alma que floreia.
Aprendi a crer com as borboletas;
sonham com que parece não ter emenda...

Assim que nascem lagartas tão feias,
mas no tempo certo ganham asas bem arteiras.
E quem disse à Ela que sonhar não vale a pena;
fica já boquiaberto descrente à espreita,
vendo feita a realização do sonho:
o desejado vôo da Borboleta.

...É, só há impossível para quem tem a fé pequena...

Anna Carvalho


...É, só há impossível para quem tem a fé pequena...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Restos de Amor




Quando os olhos se afastam,
quando corpos não mais cruzam o espaço
as vidas seguem caminhos opostos,
o coração fica em frangalhos;
respiram-se as ausências do amor terminado...

Quando os elos, antes eternos, se partem,
quando as metades, antes gêmeas, se esvaem...
Restam apenas silêncios e cacos de sonhos;
restam cartas, beijos doados, coisas pequenas,
lembranças em caixas, saudades, dilemas...

Restam vírgulas sem pontos e reticências,
vazio na cama, no corpo, na essência...
Nostalgias infindas, flores em livros e poemas...
Restam restos dos restos, apenas...
Resta na vida do outro fragmentos eternos do um.

Anna Carvalho




terça-feira, 21 de junho de 2011

Novos Ventos





Sinto o vento em meus cabelos,
a paz que há tempos não tinha
fez-se livre minh’alma e meus dias.

Sinto a leveza dos sonhos,
o meu coração agora risonho,
tal qual  a almejada alforria

De um mundo confuso, confesso
as flores de esperança renascem,
os ventos norte me invadem...

Hoje o céu está tão lindo,
o Sol nasceu tão belo...
Eu, de pazes feitas com o mundo;
CELEBRO!

Anna Carvalho



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pensamento...


Canto das flores





Vejo flores no caminho,
não me sinto só,
cores e flores na estrada

Vejo flores e amores,
vejo flores e cores.
Que estrada encantada!

Planto vida, planto flores,
colho olhares, ganho amores,
tantas flores sem ar-dores...

Sem horas e sem dores;
-Vejam cá o mar de flores!
Sintam a brisa dos amores...

Plante amores, colha flores
Plante dissabores, colha dores,
Plante tempo, colha sonhos...

Vejo flores,
Quantas flores!

Anna Carvalho


sexta-feira, 17 de junho de 2011

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Lamento...


Hoje vejo o peso de meus erros
a rota do barco da minha vida,
traçada por segundos impensados

Sendo eu o comandante desse barco
nas tempestades do mar da vida,
vivi o fracasso, temi o naufrágio

Ainda sinto pelo que deixei de viver,
sonhos que guardei, pudera ser reais
sonhos tantos que morreram 

Hoje sei que a vida é sopro,
e passou por mim o melhor dela
o tempo, que me voou aos olhos

Queria eu hoje esse tempo de volta,
traçar rota certa ao meu destino
velejar o mar da vida, na viagem só de ida

Mas o tempo é areia que escorre o vão dos dedos,
e hoje já não resta tempo, de correr atrás do vento
Lamento...

Anna Carvalho


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Deixa a Vida te levar...




Deixa assim; deixa o tempo calar tuas dores,
deixa que o passar da vida cure teus amores
nada melhor que o tempo para remendar a alma,
costurar os retalhos de sonhos, os cacos de ilusão...
Desnude a alma! Arranque do corpo as máscaras,
mostre-se nu para esse mundo insano que se diz são.

Deixa assim,
crê naquilo que é certo; crê que os sonhos não morrem,
são como flores, a desilusão é a poda das folhas mortas,
o Sol a esperança que renova essa flor de sonhos.
Crê somente, deixa que o tempo seja Tempo
senhor e dono da vida e de seus mistérios...

Deixa assim...
que a vida te leve, por caminhos e rumos só dela,
e que o tempo seja o vento a soprar tuas dores há tempo,
p'ra que a vida seja o adubo da tua flor de sonhos.
Às vezes é preciso se deixar podar, para florescer...
Deixa o Tempo apenas e crê no que não se vê; mas se sente!

Anna Carvalho.


sábado, 11 de junho de 2011

BREVE REFLEXÃO



Reflexão

Deus colocou na palma da mão de certo homem um caroço de manga e perguntou:

-Filho, me diga o que vês?

O homem rapidamente respondeu ao Senhor:

-Senhor, vejo um caroço de manga...

Deus então disse:

-Filho; sabes o que vejo?
Deste caroço vejo uma mangueira, e novas mangas, e novos caroços, e novas mangueiras,  e novas mangas, e novos caroços...

Conclusão:

O homem vê fatos, Deus vê verdades...
Deus não te analisa apenas por seus erros,
ou por um possível deslize... 
Deus vê o coração e tuas verdades...
Te ama inconcionalmente, e em ti vê
frutos e frutos e frutos e frutos...
Assim é Deus!

Anna Carvalho.


"Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?" (Mateus, capítulo 6, versículos 25 a 30) 


Se os lírios do campo tem o cuidado do Senhor, quanto mais nós seus filhos...



Nas noites de Lua Cheia...



Nas noites de Lua cheia meu corpo tanto deseja,
encontrar com tua pele, beijar tua boca cereja...
Enroscar minh'alma na tua, fazer amor nas estrelas

A Lua atiça meus desejos, as taras mais nuas
fazendo da meiga menina uma Mulher felina;
caçadora de teu corpo, o desejo que me alucina

Nas noites de Lua Cheia a pele em desejo queima,
no céu de tua boca preciso sorver as estrelas;
o ápice do teu prazer, quero correndo em minhas veias.

 Anna Carvalho



sexta-feira, 10 de junho de 2011

O mundo inteiro em minhas mãos






E quando nasce um bebê nasce uma Mãe...

Há quatro anos atrás meu mundo todo coube em 3,628 kg e 47 cm, estava inteiro em minhas mãos. Olhou para mim e nunca mais fui a mesma. Ele, um presente embrulhado de céu, vestido de estralas, "filho da promessa, doce-sorriso". Acolhido em meu colo, silenciado docemente em meus seios fartos de amor por um encantado príncipe azul.

Olhei por longos minutos aquela pequena mãozinha apoiada ao meu seio enquanto mamava faminto, admirei os dedos perfeitos, as unhas rosadas, as pontinhas dos dedos ainda enrugadas...
Namorei cada detalhe; as sobrancelhas delicadas, o cabelinho arrepiado, o cheirinho de bebê recém-nascido. Uma inexplicável sensação que coube naquela  indiscutível perfeição onde o resto do mundo sumiu; eramos apenas Ele, eu e a nossa troca de amor. 

E continuamos assim no mistério de nosso grandioso amor; os dois aprendendo e crescendo juntos em todos os momentos. Tudo ainda é novidade, tudo é motivo de sorriso. Menino esperto que de tudo quer saber; -Porque a Lua é redonda, porque as estrelas brilham, porque a água do mar é salgada, porque dos olhos saem lágrimas, porque sentimos sono?
Porquês e porquês que tenho o prazer em fazê-lo entender.

Há exatos quatro anos me considero a Mulher mais feliz do mundo pois tenho todos os dias o abraço mais puro, o Bom Dia mais perfumado, o olhar mais terno e o maior amor que existe; amor materno! O verdadeiro elo de almas, carne e sangue, parte verdadeira e inteira de mim...
A felicidade é um tesouro real e palpável, para mim chama-se Isac!

Anna Carvalho


Filho; carne de minha carne e coração de meu coração.”
14/06/07


quinta-feira, 9 de junho de 2011

quanta magia há

Quanta magia há naquele segundo que os olhos se cruzam predestinados ao amor. 

Do Amor...


"Quero do amor as emoções mais puras,
com suspiros e arrepios inteiros;
quero despir a roupa e os medos..."

Anna Carvalho



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mulher com alma de Flor



"Mulher tem alma de flor:
Regada com amor ganha vida,
na falta do sol perde a graça,
sem cuidado e carinho
morre dia pós-dia..."

Anna Carvalho



terça-feira, 7 de junho de 2011

Entre as estrelas




"Quando eu te parecer indiferente ou distante de tudo, 
não se preocupe...
Devo estar com a alma vagando 
entre a Lua e os suspiros das estrelas..."

Anna Carvalho



Resposta do vento aos teus desejos



Se desejares tão somente sonhar os meus sonhos,
despe-te da ilusão de me fazer de ti um espelho
não procure em mim encontrar teus defeitos,
nem tampouco tuas melhores manias

Se desejares cativar meu riso, embelezar minha face,
colha as flores de minhas palavras, supere os espinhos,
flores que por lágrimas são regadas, cultivadas na alma;
que faço das pétalas marcas em meu caminho...

Se desejares possuir-me; não deseje!
pois sou  livre como o vento; hora sou brisa, após ventania,
passo  de tempo em tempo, sem previsão de chegada ou partida,
e como o vento por onde passo; deixo marcas e balanço folhas...

Anna Carvalho



domingo, 5 de junho de 2011

Gestação utópica


Carreguei a inspiração no ventre;

por vários dias gestei letras,

hoje nasceram-me palavras...

Brotaram de mim como flores;

amamentadas no seio poeta,

embaladas pela cantiga do silêncio.

Nessa maternidade poética translúcida;

que toma conta de mim,

envolvendo-me no mistério de ser...

Fazendo-me mãe de versos,

faço eu das prosas rebentos...

Apaixono-me por todos;

meus pequenos lindos poemas,

óvulo fecundado no intimo em mim...

Versos tão meus, recém-nascidos,

Letras e pontos; pedaços de mim!



Anna Carvalho








sábado, 4 de junho de 2011

Beija-me




Beija-me como se o tempo curvasse para nos observar,

sinta o soprar de minha vida entre em teus lábios,

embriague-se do néctar que carrego na saliva,
no delicado roçar de nossas bocas em absoluto silêncio...

Entrego-me ao teu corpo; em nenhum momento reluto;
quero-te nu das roupas, das taras, das vaidades...
Vou-te sorver da alma, saciar de meu corpo as vontades

Toca-me a pele com as pontas de teus dedos, colha arrepios,
de meu intimo os  gemidos, de meus olhos os segredos...
Desejo-te dentro de meu corpo por inteiro, prazer verdadeiro!

Faço-te a alma cativa, pelas curvas de meu corpo rendido,
como se derradeiro momento de prazer em vida...
Beija-me apenas; deixe as pressas para o Tempo
que impaciente não compreende; as sutilezas da vida...

 Anna Carvalho 








Liberdade de expressão?! Coitada das letras...




Enoja meus olhos os que poetam a discórdia,
enoja minh’alma quem faz das letras armas,
dos pensamentos açoites, dos versos recados...
Haja! Poesia é arte, é carícia, uma forma de viver...

Pena tenho das estrofes armadas;
pobre sina dessas tristes letras sem vida,
lançadas ao léu dos ventos sem nenhum saber...

Destinadas a ferir olhares;  por bel-prazer?!
De todas as coisas que o poeta pensa
nem sobre todas se deve escrever...

Há em cada baú de idéias temas belos a dizer;
já aqueles que fazem das letras punhais,
muito lamento pelos que o haverão de ler...

Anna Carvalho



Paulo, o Apóstolo, que tinha a lucidez da razão, adverte com sabedoria: 
''Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.''



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Minha poesia



''Minhas letras irão até onde as asas de meu coração conseguirem voar...
O destino de minha poesia é o ninho que cada ser abriga em silêncio no mistério infinito de cada peito...''

Anna Carvalho



Sem ti...



Nada há em mim se teus olhos se afastam;
resta uma saudade que molha meu peito,
uma dor que acolhe minha’alma

Nada reluz sem teu Sol em minha vida,
como é triste esse caminhar sozinha...
Jaz em mim uma tristeza infinda!

Sem ti; sou de mim pouco mais que a metade ,
sou o que resta quando os sonhos se vão,
sinto-me sozinha no silencio da escuridão

Minha pele sente a ausência de teus toques,
meus olhos a ausência de tua paz...
Assim sem ti; nada apetece, nada resta...

Anna Carvalho


quarta-feira, 1 de junho de 2011

O meu coração...




Nos verdes campos de meu coração,
vaga manhosa a ilusão...
Canta ao vento meus desejos,
fantasiados em cores de amor...

Nos campos de meu coração,
mora um pequenino beija-flor;
nos dias de sol ele voa contente,
bebericando as flores de sonhos
plantadas no solo da saudade;
enraizadas dentro de mim...


Anna Carvalho