quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ares de Borboleta



Tenho ares de borboleta,
mudo, me refaço, surpreendo...
Abro graciosamente as asas em encanto,
e logo vôo, danço leve pelo ar
borboletando pela vida
num doce bordejar

Ando em meio às flores,
segredando amores com as pétalas 
sonhando livre na floresta,
fazendo do vento a orquestra;
uma Borboleta bailarina em festa

Eu e minhas fases de borboleta;
com asas de sonho em cores serenas,
delicadezas na alma que floreia.
Aprendi a crer com as borboletas;
sonham com que parece não ter emenda...

Assim que nascem lagartas tão feias,
mas no tempo certo ganham asas bem arteiras.
E quem disse à Ela que sonhar não vale a pena;
fica já boquiaberto descrente à espreita,
vendo feita a realização do sonho:
o desejado vôo da Borboleta.

...É, só há impossível para quem tem a fé pequena...

Anna Carvalho


...É, só há impossível para quem tem a fé pequena...

2 comentários:

José Manuel Brazão disse...

Só tu Anna querida!

Um poema com este nível poético só o teu dom e a tua inspiração invulgar! Um grande momento!

Beijo grande

Artes e escritas disse...

Olá Ana, um bonito poema que dá asas a imaginação, mas cada um tem a sua natureza e nem todos têm asas de borboletas. Um abraço, Yayá.

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