domingo, 5 de junho de 2011

Gestação utópica


Carreguei a inspiração no ventre;

por vários dias gestei letras,

hoje nasceram-me palavras...

Brotaram de mim como flores;

amamentadas no seio poeta,

embaladas pela cantiga do silêncio.

Nessa maternidade poética translúcida;

que toma conta de mim,

envolvendo-me no mistério de ser...

Fazendo-me mãe de versos,

faço eu das prosas rebentos...

Apaixono-me por todos;

meus pequenos lindos poemas,

óvulo fecundado no intimo em mim...

Versos tão meus, recém-nascidos,

Letras e pontos; pedaços de mim!



Anna Carvalho








3 comentários:

José Manuel Brazão disse...

Lendo o poema pensei que de facto és mãe e pai dos teus poemas!

Todos nós Poetas tentamos uma "fecundação" e "gravidez" positivas e um "parto" brilhante!

Beijo grande

*Simone Poesias* disse...

Oi Anna, obrigada pela sua visita e comentário.

Esse seu poema é muito bonito,muito profundo, parabéns! Bela inspiração!

Bjinhossss

*Simone*

Anna Carvalho disse...

:t

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