sexta-feira, 29 de julho de 2011

Preciso, mas não quero esquecer...



Como faço para esquecer,
se tudo olho e busco me faz lembrar você?
Em que corpo minha alma está?
Já cansei de dizer ao coração que lá não é mais seu lugar.
Deixa estar, dizem que o tempo se encarrega de acalmar,
vou acreditar, há um fio de sonhos em mim,
não posso deixá-lo se apagar assim.

Vivo -ou penso que vivo- cada segundo do meu dia,
nessa pura nostalgia, onde cada hora é você,
onde tudo que procuro de alguma forma me faz te querer.
A duvida já corrói a sanidade,
já não sei se resta alguma na verdade...

Me ensinou a amar e amar todo tempo,
Agora, quem me fará esquecer ?!
 Se viver sem amor pode até parecer, 
mas em nenhum momento da vida isso é viver
Existo então, inteira afundada nesse sofrimento...
Resta um pedido, uma culpa, um grito, um lamento:
-Amor, volta me ensina te esquecer...
Mesmo que muitas vezes  pareça; eu não existo sem você!


Anna Carvalho


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mundos opostos



Meu erro foi amar demais,
acreditei nas artes do tempo,
que todos os defeitos do mundo tem jeito.
Em meu coração resta apenas o silencio,
como um sufoco no alto do peito,
talvez seja sim um grito de lamento...

Hoje vejo; o fim foi uma questão de conceito,
tentamos até arrumar os defeitos,
culpado mesmo é o destino por cruzar caminhos estreitos.
Como poderia um peixe e um pássaro viver o sentimento?
Em que mundo deixaríamos esse amor criar seus momentos?
Assim só seria possível esse sentir (re)viver
se a vida te fizesse asas crentes de que tudo pode ser.

 Anna Carvalho


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um barco sem direção




O barco de tua vida muda com rumo dos ventos,
teu coração oscila, tuas maneiras desdizem palavras...
Como queres ser crido e sentido,
se teus rumos se perdem no que precede o dito?

Pecas por falar demais, o silêncio em ti logo se desfaz.
Homem de meios momentos, de palavras navalhas,
que por vezes cortam a carne dos meus sentimentos,
estraçalhando sonhos; fazendo pedaços sangrantes de mim...

Promessas são penas leves que o vento dispersa,
que tua boca enfeita e logo espreita na fresta.
Pobre coração que o barco sem timão navega,
fica à mercê nas correntezas do mar da vida,
hora quer futuro, hora estaciona em suas agonias...

Homem com  muitas faces, com muitos retornos e poucas idas.
Aceitar-te-ia inteiro em meu peito se mantivesses raízes sentidas!
Mas as emoções tanto traem tuas palavras floridas,
e logo já não és mais quem outrora às dizia...
Afinal, quem és tu agora? O homem ou o navegante da fantasia?

Anna Carvalho




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Habituei-me ao silêncio





Habituei-me ao silêncio,
às tuas ausências,
nossas desculpas,
pressas e alentos

Fiquei com que resta;
lembranças,
saudades,
reticências...
...e momentos

Hoje já não há o desejo,
jaz um coração tristonho.
Embriagado pela rigidez do tempo
afogando nas mágoas profundas 
aqueles nossos momentos.

Digo: habituei-me ao silêncio,
mas de certo obriguei a alma
à calar-se  dentro do peito.
Cá restaram apenas cacos de sentimento,
alguns restos de poesia
e  muitas letras lançadas ao vento...

Anna Carvalho


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Momento de pausa



A escrita também precisa passar por momentos de pausa.
                                                                     



sábado, 16 de julho de 2011

Sorver da Alma




Bebi de ti, sorvi com calma,

bebi como quem prova da alma..

Saboreei as águas de tua fonte,
quentes, latejantes, puras...

Senti o agridoce de teu fluido,
admirei teu rosto enrubescido.

Calaram em ti as palavras,
só escuto os gemidos,

sentidos à flor da pele,
dois corpos enlouquecidos.

Em ti o prazer satisfeito,
na minha boca o gosto teu,

é o néctar de tua flor

Sorvido direto da fonte,
fonte de teu doce amor.

 Anna Carvalho


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Amor da boca p'ra fora




Quem ama de fora p’ra dentro resta apenas uma questão de tempo para transparecer em atos toda  superficialidade que se carrega dentro do peito.

Anna Carvalho


quarta-feira, 13 de julho de 2011

As tardes de Outono




Nessa tarde a saudade do passado me invade,
faceira, espalha-se inteira dentro de mim.
Traz-me o cheiro daquelas tardes de Outono;
o gosto da terra úmida na ponta da língua,
o vento provocando todos os meus sentidos...

Caem agridoces lágrimas de meus olhos,
o coração se perde entre o tempo e o vento.
De olhos fechados, projeto minh’alma ao passado;
como se voasse os montes, por dentre os vales
e pousasse como pássaro no abrigo do peito

Ouço o silêncio da saudade, os passos do tempo,
o sussurrar da realidade querendo-me de volta.
Assim perco horas viajando dentro do meu infinito,
sentindo na pele o toque sedutor da nostalgia,
Voando ao passado; revivendo as tardes de Outono.


Anna Carvalho


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os ventos de tua terra



Vem na garupa das asas do vento o cheiro de teu amor,
vagando sublime no tempo, saudade galopante em versos...
Todas as manhãs o vento de tua terra vem ao meu encontro
chega manso como as águas do rio que cerca a cidade

Levemente toca em meu corpo quente e saudoso,
acariciando a pele, roçando seus sopros em meus lábios
de minha boca recolhe os melhores beijos,
desalinha meus cabelos, silenciando nas brisas o tempo...

No sopro vem da terra gosto e clima incomparáveis,
quando aqui, colhe tudo que possa saciar teu desejo,
leva de mim um pouco do cheiro, suor e vontades...
parte em viagem de volta carregando a minha vaidade

Ah, se pudesse...
Voaria nessas asas p’ra repousar meu corpo contigo,
faria tua cama nosso templo, meu colo teu abrigo...
entregaria a vida em troca duma noite entrelaçada,
se pudesse ir além do rio, faria de teu corpo minha morada.

Sim, o vento com tuas notícias veio ao meu encontro
sussurrou nos ouvidos palavras de  puro encanto,
consolou mais um dia de saudade, foi meu remanso.
Por hoje durmo serena, em ti alimentei meus sonhos,
já amanhã aguardo ansiosa novos ventos de tua terra...

Anna Carvalho


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Silêncio íntimo de mim



Às vezes preciso mergulhar no meu silêncio,
nesse escuro solitário no íntimo de mim
como se precisasse só caber no meu espaço.
Atrevo-me dizer que até esqueço de acordar,
quando sonhos intensos me deslocam do lugar.

Então, perdida nos devaneios, entre a vida e a fantasia:
Fujo! Nem que seja de mim mesma,
nem que tenha que enlouquecer a realidade
para poder mergulhar no silêncio da minha fantasia

É esse muitas vezes o caminho que me perco,
um labirinto de desejos, de coisas que calei,
de outras que omiti, 
de tantas outras que por medo não vivi.

E ali, no silêncio íntimo de mim, 
sou os meus sonhos;
todos aqueles que deixei de sonhar...
Sou apenas Eu e ninguém vestido de mim,
simplesmente Eu e ninguém além de mim!

Anna Carvalho


terça-feira, 5 de julho de 2011

Rendo-me




Das águas que correm em mim,
nas naturezas que abrigo no peito,
das luas e estrelas que trago nos olhos;
tudo de mim te ofereço...

Entrego a ti meus doces beijos,
a maciez de minha pele;
todos os meus segredos...
E o que mais desejares...

Rendo-me a ti por inteiro;
vista-se de meu corpo,
beba de minhas águas...
Em meus olhos descubra as estrelas;
em meu corpo abrigue tua alma!

Anna Carvalho


As máscaras da Vida



Tem dias que escondemos lágrimas, 
inventamos sorrisos...
Não que admiremos as inverdades, 
mas quem dança no baile da vida sabe: 
muitas vezes as máscaras são necessárias!

Anna Carvalho


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um chamado para o amor -Selo de Qualidade

♥...Blog Simone Poesias APROVADO pelo Blog 'Despertar...♥


O Blog Despertar do coração oferece merecidamente o selinho de qualidade à poetisa e amiga Simone, como simbolo de um blog de poesias que leio e recomendo.
Parabéns Si!
Beijos,
Anna Carvalho.




"Ser" que me inspira
Que me procura
Que me espera
Alma do meu destino
Da minha vida
Te quero aqui comigo
Preciso de você
Do seu amor
Da sua presença
Onde quer que estejas
Eu te chamo agora
Chamo por seu amor
Mesmo que estejas longe [...]

*Simone*
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sábado, 2 de julho de 2011

Fuga da Realidade


Saio, fujo de mim, abandono os medos!
Se bem que nunca temi os recomeços...
Tenho apenas receio de estacionar a vida no meio,
por isso permito-me enlouquecer quando preciso,
emudecer sê necessário, 
às vezes dizer o que penso e acho...

Gosto de enfrentar bem perto os acasos,
tenho pressa de ser, nunca de estar.
Aprender é preciso, errar é humano
aceitar a vida é um exercício diário,
paciência vem com o tempo;  é um dom necessário...

Saio do mundo e volto p'ra dentro de mim quando preciso de ar;
a rotina, o relógio, essa adultoscência não me deixa respirar.
Então me permito viver alguns momentos anônimos,
e neles sou tudo aquilo que não posso ser o tempo inteiro:
Livre para sonhar! 

Anna Carvalho