quarta-feira, 13 de julho de 2011

As tardes de Outono




Nessa tarde a saudade do passado me invade,
faceira, espalha-se inteira dentro de mim.
Traz-me o cheiro daquelas tardes de Outono;
o gosto da terra úmida na ponta da língua,
o vento provocando todos os meus sentidos...

Caem agridoces lágrimas de meus olhos,
o coração se perde entre o tempo e o vento.
De olhos fechados, projeto minh’alma ao passado;
como se voasse os montes, por dentre os vales
e pousasse como pássaro no abrigo do peito

Ouço o silêncio da saudade, os passos do tempo,
o sussurrar da realidade querendo-me de volta.
Assim perco horas viajando dentro do meu infinito,
sentindo na pele o toque sedutor da nostalgia,
Voando ao passado; revivendo as tardes de Outono.


Anna Carvalho


4 comentários:

José Manuel Brazão disse...

Anna querida

Senti na forma expressa no poema a nostalgia dessas tardes de outono.

Beijo grande
ZÉ :g

Arnoldo Pimentel disse...

Muito lindo seu poema, gostei muito do seu blog e já te sigo, se puder visite meu blog, link abaixo.Beijos

http://ventosnaprimavera.blogspot.com

Artes e escritas disse...

As estações do ano sensibilizando as emoções de uma forma às vezes nostálgica. Um abraço, Yayá.

TERCEIRA MARGEM DO RIO UIGE disse...

Anninha,
As paisagens do Outono, me fazem lembrar que a vida se move em ciclos em um eterno "fazer" e "desfazer" -"enrolar" e "desenrolar". Mas esses mesmos ciclos favorecem o despertar da esperança que trazemos dentro do peito. Essa sim é duradoura, é eterna em todos os corações humanos. Beijinhos.

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