quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Naquele olhar...






Se procuro definir o encanto,
ainda lembro-me tanto
dos segundos de espanto
em que me vi naquele olhar.

Paralisei n‘alguns instantes,
tudo ali ficou distante,
diante do brilho hipnotizante
num azul de invejar...

Como era imenso aquele mar...
Tranqüila em primeira viajem,
naveguei sem hesitar.
Um breve e inesquecível velejar.

Marcas que o tempo de mim
ainda não conseguiu apagar.
Me percebo em puro encanto
quando a saudade vem visitar,

sinto na alma a ânsia de navegar.
Quando noto que apesar do tempo
o coração continua atracado ao peito
esperando pelo dono daquele olhar.

Anna Carvalho


terça-feira, 30 de agosto de 2011

No silêncio de nosso quarto...




Abra-me as asas, pousa-me em teu colo,
beija-me com doçura, olha-me nos olhos.
Deixa-me pousada no silêncio de teu corpo,
abrigada no calor desse doce ninho...

Sou um anjo hora despencado, caído de amor,
em teus olhos enamorados, sorvendo de teu calor.
Deita-me sobre teu corpo, acaricie minhas asas,
embala-me os sonhos, misture comigo a alma...

Com a mansidão de teus olhos, no sussurrar do coração,
no envolvimento caloroso de teus protetores braços;
voaremos livremente no silêncio desse quarto,
fazendo amor nas asas do tempo, ávidos momentos,
inesquecível ápice da pele; nesse nosso firmamento!


Anna Carvalho



*Dedicado com amor ao meu companheiro,
que conquista todos os dias meu coração*


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Felicidade





"Sob o silêncio de teus olhos, no caloroso ninho de teus braços, na fusão de nossas almas encontro o verdadeiro sentido da felicidade."




Para ti amor com todo carinho.
De sua esposa que te ama demais...





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

em nome do amor


Se procura meus beijos, 
não procure!


Costurei a ferida do meu coração com arame farpado...


Lá dentro sepultei um amor do passado,
Amor covarde! Não soube amar de verdade...


Já se encontra necroso e fétido!
Nem mesmo a vaga lembrança me agrada...


Ah, já não acredito em príncipes e fadas!
Hoje sei que sapos vivem não só em brejos


E aprendi que beija-los não quebra encantos 
Aprisiona sentidos!


Se procuras meus beijos?
Não procure-os


Todos os beijos foram trancados
Junto ao caixão do amor do passado


que foi velado e enterrado
no terreno, hoje árido, do meu músculo involuntário!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Beijo roubado






Perdi-me no vão saboroso de teus lábios,

no mais profundo beijo roubado.
Estremeci inteira no calor de teus braços
no momento daquele encontro “forçado”,
duas bocas atrevidas em ofegante compasso

Tuas mãos curiosas logo se encaixam,
nas curvas de meu corpo e encontra ao acaso
um regaço banhado pelo frenesi do amasso.
Pedindo docemente teu desconhecido corpo suado
cedendo perfeitamente no desejado espaço.

Espasmos, gemidos, sussurros... cansaço...
Esparramamos um no corpo do outro calados,
exalam-se as características marcantes do ato.
Lembranças do prazer em momentos eternizados.
Hoje entrego-te todos os beijos, venha busca-los!

Anna Carvalho.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma vida, um poema!



Saudade é tudo que tenho na alma
quando lembro o que se passou,
entre tantas horas e momentos
em tantos caminhos, mesmo que turbulentos.
Fica na pele a sensação colhida no tempo,
da vida que se abrevia num aparente silencio.

Saudade de tudo que não volta,
do que não se repete, até na vida que restou,
há um tanto de passado no futuro que sobrou...
Momentos muitos que o presente carregou.
Pessoas, lugares, marcas que o mundo deixou.

Certamente dói na alma ver que tempo voou,
correu, fugiu, galopou...
Mas só dá-se conta de o quanto é breve
quando encontra-se na rotina as dores do corpo,
no silencio o ombro d'um melhor amigo,
nas palavras, mesmo pequenas, ensinamentos,
nos fatos vividos um sábio e valioso livro.

A certeza acompanha toda essa saudade.
Olhando o que passou vejo que fiz minha parte,
passei meu destino deixando pegadas e verdades.
Hoje posso contar aos que ficam o segredo da longevidade:
é nas sutilezas bem vividas que encontra-se a felicidade.
Portanto já que o corpo é uma morada  de passagem,
seja sempre por inteiro, não viva a vida pela metade!

O tempo do corpo passa, o da alma jamais!

Anna Carvalho




*Esse é um poema  em memoria de minha avó Iracema que partiu pouco mais de 2 anos aos 81 anos de idade. Certa vez ela me disse que embora seu corpo tivesse as marcas de uma vida por dentro ela ainda se sentia uma menina. Nunca imaginei que sentiria tanta falta da sabedoria nas palavras e que com o passar do tempo veria tanto dela refletido em minhas atitudes e personalidade. Hoje sei que o corpo partiu, mas as marcas e aprendizados ficaram registrados na minha alma...


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Calor (in)consciente




Renasci no ressurgir de teus lábios,
no toque cálido, ávido, enlouquecedor
da pele, do pelo, dos apelos, do sabor...

Nos segredos que desvendo em gemidos,
dos corpos que o teu procuro em sigilo
em paixões que em mim coabitam.

Ressurgi de sentidos sofridos,
de amores vazios e amantes vadios.
Acordei para a tez de teu ventre...

No calor veemente, (in) consciente
abrangente...do prazer experiente.
Renasci das ardências que vem de ti.

Anna Carvalho


Pense nisso!

Tenha cautela em seus passos,  sem queixar cumpra os deveres, ande em retidão, aprenda com os erros e tente não cometê-los novamente. Pois AMANHÃ quando tiver que cobrar o empenho de quem ocupar seu lugar de HOJE, sua consciência em nada acusará seu desempenho de ONTEM.

Anna Carvalho