sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vejo, nos mesmos olhos





Vejo, ainda que nos mesmos olhos,
o remanso de minha saudade.
Não há capricho que se farte,
nem vontade que se acabe...

Redescobrir um sentimento
envaidece até mesmo os sem vaidade.
Há uma quimera nessa eternidade,
um bem-me-quer na intensidade.

Vejo, ainda que nos mesmos olhos,
uma razão para  minha felicidade.
Não há tempo no corpo que passe
para que esse amor no coração se acabe.


Anna Carvalho


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Despedida de amor





Não há como deixar sem dor à quem um dia se teve amor.


Anna Júlia Siqueira


domingo, 11 de setembro de 2011

*Blog: Só Amor* -Habituei-me ao silêncio



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Habituei-me ao silêncio,
às tuas ausências,
nossas desculpas,
pressas e alentos

Fiquei com que resta;
lembranças,
saudades,
reticências...
...e momentos

Hoje já não há o desejo,
jaz um coração tristonho.
Embriagado pela rigidez do tempo
afogando nas mágoas profundas 
aqueles nossos momentos.

Digo: habituei-me ao silêncio,
mas de certo obriguei a alma
à calar-se  dentro do peito.
Cá restaram apenas cacos de sentimento,
alguns restos de poesia
e  muitas letras lançadas ao vento...

Anna Carvalho




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Simples assim


As coisas simples da vida são as melhores.
É o que fica guardado na epiderme da alma 
quando a "derme" supérflua do corpo finda sua jornada...

Anna Carvalho


sábado, 3 de setembro de 2011

A flor do poema


Queria ser apenas a flor,
para nas mãos daquele poeta
morrer de tanto amor.
De suas melodias ser a orquestra,
as notas, as letras, o ritmo
e o motivo a compor.

Para o poeta eu queria
ser de sua poesia a flor.
Renascida, convergida
à contemplar a fantasia
nos enredos de amor

Em sua boca seria o absinto,
entorpecendo lentamente os sentidos.
Do corpo seria sua alma e instintos,
à ministrar no silêncio da pele
por minha carne os desejos e vícios.

Desejaria ser do versar a musa,
nua de pele, vestida de letras
um poema em Mulher
a vida despida em poema.
Como o rio desaguando em mar aberto,
carregando na cor dos olhos dilemas.

Descreveria a pele vestida em mim
na poesia do poeta o desejo.
Do carmim de meus lábios
agregado ao doces dos beijos,
o arrepio sentido na pele
ao reagir a língua que a boca interpele
os inúmeros devaneios...

Queria ser princípio e fim.
A inspiração, as rimas, os versos,
os corretos e avessos confessos.
A sedução em contexto e reflexo,
daquele que poeta Hortênsias
sublimadas em delicados aspectos.

Queria ser do poema àquela flor,
para que no peito e nas mãos do poeta
pudesse viver descrita nos versos
que seu amor à inspiração confessou.

Anna Carvalho