domingo, 11 de setembro de 2011

*Blog: Só Amor* -Habituei-me ao silêncio



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Habituei-me ao silêncio,
às tuas ausências,
nossas desculpas,
pressas e alentos

Fiquei com que resta;
lembranças,
saudades,
reticências...
...e momentos

Hoje já não há o desejo,
jaz um coração tristonho.
Embriagado pela rigidez do tempo
afogando nas mágoas profundas 
aqueles nossos momentos.

Digo: habituei-me ao silêncio,
mas de certo obriguei a alma
à calar-se  dentro do peito.
Cá restaram apenas cacos de sentimento,
alguns restos de poesia
e  muitas letras lançadas ao vento...

Anna Carvalho




3 comentários:

Rogerio disse...

Desconstrução

Derrida que me perdoe, mas ele nada entende de Zé Benedito.
Da massa disforme, preparada com suor e lágrimas, surgia a beleza,
Não se sabe como e de onde vinha, tanta criação,
Só sei, que os desafios eram seus pontos de partida.

Do seu jeito calado, sem saber ao menos como se explicar,
Iam se materalizando teoremas e anátemas,
E em cada ato, ficava a certeza da criação por amor.

Em sí, não havia espaço nem tempo, para orgulho ou vaidade,
Em sí, não cabiam interesse ou reconhecimento,
Simplesmente era a sua única maneira de agir,
Sua escolha era sempre a perfeição duradoura.

Mas eu te observava, sem que soubesses, assim aprendi a te admirar.
Mas agora que partiste, da mesma forma como vivestes, sem alardes,
O que será da simplicidade, dos desafios, como criar sem o criador?
Amigo Zé, a tua partida para a eternidade, tirou de nós a tua arte,
Mas fica a certeza de que o céu se tornará mais perfeito.

Rio 10/09/2011.

P.S. Uma homenagem ao meu amigo José Benedito, que faleceu em menos de 24 horas, sem que ao menos me desse tempo de compreender mais esse seu feito.

Abraços saudosos. Rog.




Rog

Enviado por Rog em 10/09/2011
Reeditado em 10/09/2011
Código do texto: T3211710 Desconstrução

Derrida que me perdoe, mas ele nada entende de Zé Benedito.
Da massa disforme, preparada com suor e lágrimas, surgia a beleza,
Não se sabe como e de onde vinha, tanta criação,
Só sei, que os desafios eram seus pontos de partida.

Do seu jeito calado, sem saber ao menos como se explicar,
Iam se materalizando teoremas e anátemas,
E em cada ato, ficava a certeza da criação por amor.

Em sí, não havia espaço nem tempo, para orgulho ou vaidade,
Em sí, não cabiam interesse ou reconhecimento,
Simplesmente era a sua única maneira de agir,
Sua escolha era sempre a perfeição duradoura.

Mas eu te observava, sem que soubesses, assim aprendi a te admirar.
Mas agora que partiste, da mesma forma como vivestes, sem alardes,
O que será da simplicidade, dos desafios, como criar sem o criador?
Amigo Zé, a tua partida para a eternidade, tirou de nós a tua arte,
Mas fica a certeza de que o céu se tornará mais perfeito.

Rio 10/09/2011.

P.S. Uma homenagem ao meu amigo José Benedito, que faleceu em menos de 24 horas, sem que ao menos me desse tempo de compreender mais esse seu feito.

Abraços saudosos. Rog.




Rog

Enviado por Rog em 10/09/2011
Reeditado em 10/09/2011
Código do texto: T3211710

Maria Catherine Rabello disse...

Oi!

Encantada! lindo! lindo!
Obrigada pelo carinho.

São lindas suas poesias, só sentimentos,
só amor.
Parabéns! Beijos!

Blogando com Bebeth disse...

Anna
Bom dia!
Habituou-se tanto ao silencio que sumiu, menina?
Vi que vc add meu blog e passei pra retribuir a gentileza.
Gostei daqui!
Bjokas

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