sábado, 19 de janeiro de 2013

Navegante






Nada sei desse sentir que hora abrigo noutra abismo.
Sei apenas das ânsias de quando navego no mar da vida,
entre tempestades e calmarias,
entre a fúria de um furacão ou na beleza de um arco-íris.

Sei tão pouco dessas borboletas que sobrevoam meu estômago,
dessas tonturas quase torturantes e sem sentido
que encontro no sentir mais enlouquecido, 
do amor que por mim ainda é tão incompreendido.

Talvez eu saiba apenas manter as velas hasteadas,
não me preocupando muito com o rumo,
deixando apenas o vento ditar o caminho,
desse coração apaixonado em desalinho.

Nesse verdadeiro sentir, não imponho regras,
tão pouco razões ou conclusões.
Sinto somente, navego só (mente.)
Sem leme, sem planejar a direção,
guiada pelo coração, levada pela emoção...

Sendo o amor a imensidão.

Anna Carvalho

4 comentários:

José Manuel Brazão disse...

Sendo o amor a imensidão.

Um poema muito introspectivo; o teu coração vive em paixão e vai levar-te ao caminho que será da tua escolha! Terás um momento certo!
Um belo poema!

Beijoo do ZÉ

Reinaldo Ribeiro disse...

Absolutamente encantador. Os traços são marcantes e denotam em você uma poetisa maiúscula. Meus aplausos e parabéns.

José Manuel Brazão disse...

Fico triste de ver a Poeta Divina (que chamei um dia) parar no tempo em Poesia!

Encontra o teu caminho querida Poeta!

Beijoo do ZÉ

Maria lucia g Cabral disse...

Lindos poemas estou sempre a ver
Maravilhosa arte sua
Lucia

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